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OS MEUS LIVROS

LUÍS MAGALHÃES - CÀV 4 - CARTAS EM NOME DO AMOR EDIÇAO EXTRA 621 páginas Contraditório Judaico ao B´rit Hadashah D-US NÃO QUER SACRIFÍCIOS HUMANOS

domingo, março 02, 2014

JUDEUS MESSIÂNICOS E OS CATÓLICOS E AS OUTRAS IGREJAS CRISTÃS | A TORAH VISTA POR JUDEUS HUMANISTAS E NÁO LITERAIS

JUDEUS HUMANISTAS COM A PALAVRA INTELIGENTE:





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owmeex
Two Brothers Re-Create Childhood Photos As A Priceless Gift To Their Mother (via Then/Now)






















Manuel Magalhães
The Calvinists rock band


Manuel Magalhães
https://www.youtube.com/watch?v=_v5ObCUn51w&feature=youtube_gdata_player - "'The Passion of Christ' - A Paixão" por o ultra catolico e anti semita Mel Gibson e "The Son God- o Filme", do carismático Jesus/Yeshu "Diogo Morgado" Nazoreu a partir de uma análise abrangente feita por um baptista conservador não pentecostal e não ecuménico, um teísta reformado da "Sola Scriptura" e iconoclasta (defensor do 2° Mitsvá-Mandamento). http://www.chabad.org.br/interativo/faq/mitsvas.html / http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1318140/jewish/As-Mitsvt-dos-No-judeus.htm
EditadoNão gosto1MaisOntem às 8:16


Manuel Magalhães
The Calvinists rock band
Não gosto1MaisQuinta-feira às 12:24


Manuel Magalhães
https://www.youtube.com/watch?v=_v5ObCUn51w&feature=youtube_gdata_player - "'The Passion of Christ' - A Paixão" por o ultra catolico e anti semita Mel Gibson e "The Son God- o Filme", do carismático Jesus/Yeshu "Diogo Morgado" Nazoreu a partir de uma análise abrangente feita por um baptista conservador não pentecostal e não ecuménico, um teísta reformado da "Sola Scriptura" e iconoclasta (defensor do 2° Mitsvá-Mandamento). http://www.chabad.org.br/interativo/faq/mitsvas.html / http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1318140/jewish/As-Mitsvt-dos-No-judeus.htm
EditadoNão gosto1MaisOntem às 8:16








Jesus nota que as palavras de Moisés continuavam a encher a boca dos seus contemporâneos, mas não criavam raízes na alma nem no coração. Alimentavam uma religião de magia verbal que ele denuncia: “nem todo o que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas só aquele que faz a vontade do meu Pai”. Acabará por fundamentar esta denúncia: “Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem”. Até aqui, esta recomendação vai servir para um adágio popular que atravessará os tempos: “Bem fala Frei Tomás! Fazei o que ele diz, não o que ele faz”. Jesus não fica por aí. Ataca os doutores e os fariseus pelas perversões interpretativas que acabam por “colocar fardos pesados e insuportáveis aos ombros dos outros, mas eles nem com um dedo lhes tocam”. Este é o resultado da substituição da complexidade da experiência humana, religiosa e cristã pela invocação de Deus em vão.
Tudo pode ser pervertido. Quando Moisés, para garantir, no quotidiano, a presença da palavra divina, propõe, “atai as palavras à mão como um sinal e que sejam como um frontal entre os vossos olhos”, em vez de um alerta, de um aviso, forja-se um amuleto, um instrumento de propaganda, de auto-elogio, anulando a simbólica religiosa: “Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados 'mestres' pelos homens” (Cf. Mt 23, 1-7).



É um exercício demasiado simples – e algo perverso – ler os textos do Novo Testamento, deslocando o olhar e o ouvido para “aquele tempo”, para há dois mil anos, observando o ridículo do ritualismo que Jesus critica na religião dos seus contemporâneos, ou procurando equivalentes no judaísmo rabínico mais ortodoxo. Se não se tratar de uma investigação histórica – que tem as exigências do seu método –, mas apenas de uma apreciação religiosa, estaremos a reproduzir o farisaísmo que Jesus criticou. Nesse caso, o Evangelho deixa de pertencer às novidades que permanecem novas como se fosse criado neste instante, deixa de nos interpelar, de nos pôr em causa, de ser uma luz sobre o nosso tempo e sobre as nossas motivações, para se tornar um véu sobre a realidade.
Criticamos aquele legalismo ritual e os seus amuletos, mas, por vezes, repetimos e criamos algo ainda mais ridículo: certas normas jurídicas e litúrgicas, rituais, roupas de papas, bispos, padres, religiosos, alfaias litúrgicas, imagens, “devoções”, etc., como se tudo isso fosse vontade de Deus. Jesus critica os amuletos que substituíam a responsabilidade ética e social, a rectidão do coração e das obras.
Na literatura teológica, uns perguntam qual será o futuro do cristianismo; outros, qual será o futuro da religião; outros ainda, qual será o futuro da Europa, mas agora, todos perguntam qual será o futuro de um mundo em convulsão. Como diria Ortega y Gasset, “o que verdadeiramente se passa é que não sabemos o que nos passa”.
Tanto as religiões como as ideologias seculares não podem evitar a pergunta: que se passa connosco? Que bases e que desígnios presidem às nossas construções?
No Carnaval, as máscaras servem para cobrir as máscaras de todos os dias. A Quaresma deve servir para as arrancar e encontrar o Rochedo que nenhuma tempestade poderá abalar.

(Cf. Opera Omnia Raimon Panikkar, Fragmenta, Barcelona)

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Afetos


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Boa tarde Maria Inês.
O meu nome é Magaly Delgado e sou amiga do Élder Luis Magalhães.
Gostaria muito que me aceitasse também como amiga. Estou indo hoje para Portugal, namoro um português chamado ..., que mora no Porto, próximo do Luís, que mora em Braga e ambos estaremos com ele. Fico muito feliz de saber que somos brasileiras e que partilhamos da amizade de uma pessoa tão maravilhosa quanto o Luis Magalhães. Sabe eu e ele conversamos muito sobre o Caminho. E como seres que somos, cada um escolheu o seu. E eu e o Luis conversamos muito sobre isto. Sobre como Caminhos que divergem entre si, pode ou poderia levar até D'us entende? Estudo Kaballah e foi o que me aproximou dele. Como um homem com tanto conhecimento das leis pode ser um Calvinista? Mas o melhor foi que conheci antes de um Calvinista o próprio Google em pessoa kkkkkkkkk. Muito inteligênte e de grande conhecimento este nosso amigo. Então ficaria feliz se me quisesse também como amiga. Saiba que te dicarei todo afeto, amizade e respeito que dedico a ele e aos meus outros amigos também. Eu e o ... quando formos à cidade de Braga para conhece-lo, tentarei que este nosso amigo, saiba mais sobre os Caminhos Misticos (coisa que duvido, pois ele sabe tudo) mas quem sabe não é mesmo? Bom minha flor fico feliz de estar aqui prozeando, mas as malas me esperam.
Bjos e Fica na paz de D'us.
Magaly Delgado
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Nos dias hodiernos, os judeus ortodoxos, nas suas preces matinais diárias, recitam "Abençoado seja D-us, Rei do universo que não nos fez mulher". As mulheres, por outro lado, agradecem a D-us cada manhã por "me fazer de acordo com a Tua vontade". Outra oração encontrada em muitos livros de preces judaicas: "Louvado seja D-us que não me criou gentio. Louvado seja D-us que não me criou mulher. Louvado seja D-us que não me criou ignorante".
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Ao longo dos últimos duzentos anos, a exegese histórico-crítica do Novo Testamento passou por diversas fases, na procura da identidade de Jesus. Depois de um período de desalento, as investigações do contexto económico, social, cultural, religioso e político em que Jesus nasceu e cresceu, desenhavam a sua identidade a partir das rupturas com esse mundo. A “terceira vaga” de estudos concentra-se no que há de mais óbvio, embora pouco sublinhado: Jesus é um judeu da Palestina, mais ou menos marginal, dentro de um judaísmo em crise, com várias tendências e grupos (saduceus, fariseus, zelotas, essénios terapeutas, baptistas, etc.), sob ocupação romana.
Alguns temas e figuras desse judaísmo agitado – mestre (rabino), profeta, pregador apocalíptico, terapeuta, etc., – surgem como índices de continuidade e de afinidade de Jesus com certas correntes do seu tempo. Se antes predominava uma identidade de Jesus construída a partir das suas rupturas, esta tende agora a diluir-se, sem que seja possível perceber porque razão foi Ele morto pelo poder romano, mas, aparentemente, para serenar clamorosas exigências judaicas. O que haveria de insuportável nesse Nazareno?
Em vez do paradigma do pêndulo - passagem de um extremo ao outro -, ignorando a resistência da realidade nas suas diversas expressões, é preferível insistir no modelo dialéctico do tear que integra sempre os extremos no tecido de novas sínteses. É em continuidade com a tradição, sempre problematizada, que Jesus introduz uma novidade na aventura humana, que cada vez me espanta mais e que encontramos nas narrativas dos Evangelhos, que mostram as suas múltiplas manifestações.


Paulo procurou sintetizar essa novidade, que recebeu dos discípulos de Jesus, mas que ele sempre reivindicou como experiência própria da presença da graça do Ressuscitado.
Numa dessas sínteses de descompartimentação do mundo, tem uma expressão lapidar: Com Jesus Cristo não há separação entre judeu e grego, escravo e livre, homem e mulher (Gl.3.28). Podemos, hoje, observar muitos outros muros, construídos e em construção que, por fidelidade ao Evangelho, é preciso denunciar e abater.
Chegámos ao século XXI como herdeiros, pouco agradecidos, dos valores da modernidade: liberdade, igualdade, fraternidade e laicidade. Parecem-me indiscutíveis as suas raízes cristãs, embora dentro e fora da Igreja, mesmo depois da Declaração dos Direitos Humanos, esses direitos continuem mais invocados do que praticados.
Pode-se perguntar: se Jesus não tinha nenhum programa económico, financeiro e político de conquista e exercício do poder, porque razão inquietou tanto a sociedade do seu tempo? Anunciava a proximidade do Reino de Deus, de um Deus que nunca  ninguém viu. Era, no entanto, a sua experiência e convívio com o Mistério inabarcável que O impedia de olhar “só para cima”. A sua experiência de Deus impunha-lhe “olhar para o lado”, para os excluídos do convívio humano, por razões religiosas, económicas, culturais ou políticas. A sua fé, a sua oração e os seus retiros não lhe fechavam os olhos. Abriam-no para as alegrias e sofrimentos do mundo.

Seja como for, João Baptista, o austero e pregador de austeridade, desencorajou o próprio Jesus Cristo que escolheu outro caminho. Ele veio para que “tivéssemos vida e vida em abundância”.
Faz hoje 50 anos da convocatória do Concílio do Vaticano II, a grande revolução traída da Igreja do século XX. A Gaudium et Spes, (nº 69), lembra o que a civilização, em que vivemos, despreza: “Deus, destinou a terra e tudo o que ela contém para uso de todos os seres humanos e de todos os povos, de sorte que os bens criados devem chegar, equitativamente, às mãos de todos, segundo a regra da justiça inseparável da caridade”, da gratuidade do amor. Esta globalização é um bocado diferente daquela a que assistimos. Esta deixa quase tudo em mãos de poucos. Cava o abismo crescente entre ricos e pobres. Há cinco séculos, Frei António de Montesinos, O.P., de olhos postos nos Índios, explorados e dizimados, perguntava do púlpito aos seus conterrâneos exploradores: “E estes não são Homens?” Parece que nem Jesus Cristo nem Montesinos eram extra-terrestres.







Carta de Einstein (1879-1955), referida por Helen Dukas, a uma criança que lhe perguntara se os cientistas também rezavam. Passo a transcrever: “Respondo à tua pergunta do modo mais simples. Esta é a minha resposta. A pesquisa científica baseia-se sobre a ideia de que cada coisa que acontece é regulada pelas leis da natureza e isto vale, também, para as acções das pessoas. Por esta razão, um cientista será dificilmente inclinado a crer que um evento possa ser influenciado pela oração, por exemplo, por uma aspiração endereçada a um Ser supra-natural. Todavia, deve admitir-se que o nosso actual conhecimento destas leis é, apenas, imperfeito e fragmentário, assim sendo, realmente, a crença na existência de leis fundamentais e omnicompreensivas na natureza permanece, ela própria, como uma espécie de fé. Mas esta última é largamente justificada pelo sucesso da investigação científica. No entanto, de um outro ponto de vista, quem quer que esteja seriamente empenhado na pesquisa científica convence-se de que há muito espírito que se manifesta nas leis do Universo. Um espírito muito superior ao do homem, um espírito perante o qual, com as nossas modestas possibilidades, apenas podemos experimentar um sentido de humildade. Deste modo, a investigação científica conduz a um sentimento religioso de tipo especial que é, na verdade, bastante diferente da religiosidade de alguém mais ingénuo”.
As atitudes e declarações de Einstein perante a religião e as religiões, perante a afirmação ou a negação de Deus, já foram objecto de muitos estudos que não vou discutir aqui.
Nunca aceitou que lhe chamassem ateu. Se, umas vezes, confessava que o seu Deus era o de Espinosa, outras, mostrava a diferença entre eles. As expressões, “Deus não joga aos dados”, “não põe as suas coisas em praça pública”, “é subtil, mas não é malicioso”, serviam para afastar concepções antropomórficas, uma espécie, não confessada, de “teologia negativa”.
Nada há, na carta de Einstein, da arrogância do “cientismo”, dessa convicção de que a ciência acabará por explicar tudo e eliminará qualquer atitude religiosa. O “Universo inundado de inteligência” é demasiado vasto e complexo para ser abordado só pela investigação científica. Einstein não conhecia, apenas, a linguagem da ciência, era também um intérprete da linguagem de Mozart.
Segundo Novallis, a oração é na religião o que o pensamento é na filosofia. Não é uma ingeniudade. É a atitude humilde de quem acolhe e agradece, de quem confessa que não é a origem de todo o bem. Rezar é sair do egocentrismo e manter-se na luz do amor: “diz-me como rezas e dir-te-ei quem és”.



Importa, como diz o conhecido biólogo, Francisco J. Ayala, não confundir os caminhos da ciência e da religião: “a ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, das relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, dos valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”.
Para este biólogo, “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”.



Sendo assim, valerá a pena perguntar: Ciência/Filosofia/Teologia: Que diálogo? Já existe uma vasta bibliografia sobre essa questão. Muitos preconceitos e confusões podem ser desfeitas no confronto de praticantes destas diferentes disciplinas. Estamos num mundo marcado pelas ciências sem que as interrogações filosóficas tenham perdido toda a pertinência e sem que a teologia possa ser eliminada do interior da experiência religiosa. A dificuldade desse confronto é a abstracção, pois, a ciência, a filosofia e a teologia conjugam-se no plural, o que não é indiferente para um diálogo. Por outro lado, a selecção destas três formas de conhecimento deixa de fora o mundo da vida, das expressões simbólicas, da estética e da ética, intrínseco à religião e não só.
Se não desejamos que uma sociedade viva polarizada, apenas, pelo confronto político-partidário, é importante desenvolver encontros e debates acerca da maneira como cientistas,  filósofos, teólogos, artistas são configurados, não só pelas suas especialidades, mas também pelas especialidades dos outros.
Ao reconhecerem a aliança entre a transcendência de Deus e a dignidade humana, os teólogos marcados pelas diferentes linguagens das ciências, da beleza e da ética, não poderão consentir na idolatria dos poderes da economia, da finança, da política, da religião, da técnica. Aliás, a experiência cristã situa-se no pressuposto da abertura do céu à terra, da terra ao céu e dos grupos humanos entre si, a nível local e global. Foi esta a experiência espiritual de Jesus Cristo e da Igreja do Pentecostes. Esta é, também, a nossa tarefa.

Não se julgue que os debates teológicos do século IV distraíssem as Igrejas das questões sociais. Segundo a versão árabe, o cânone 75 do Concílio de Niceia (325) pede aos bispos para construírem, em cada cidade, hospícios para os pobres, enfermos e forasteiros. A fé que abre para o alto inclina para o próximo. Ficaram famosas as iniciativas de S. Basílio, apresentadas por Gregório de Nazianzo (Discurso 43), no terceiro aniversário da sua morte: “É admirável [em Basílio] a benevolência, a assistência aos pobres, o amparo aos enfermos. Saí um breve período da cidade e observai a cidade nova, erário de piedade, depósito comum dos ricos, onde estão recolhidos, por meio das suas exortações, não só as riquezas supérfluas, mas também as necessárias, que mantêm longe de si a traça, não atraem ladrões, evitam a concorrência da inveja e a corrupção do tempo”. Muito mais meritória do que qualquer outra empresa, para Gregório, é a dedicada aos leprosos: “diante dos nossos olhos já não temos o espectáculo atroz e miserável daqueles homens tornados cadáveres, mesmo antes do seu fim, com vários membros perdidos, enxotados da cidade, das casas, das praças, das termas, dos seus mais caros amigos, agora mais reconhecíveis pelo nome do que pela fisionomia. Já nem se apresentam às assembleias e aos encontros, acompanhando-se dois a dois, pois já nem compaixão há para a sua doença, tornando-se, pelo contrário, odiados; só podem lamentar-se se ainda lhes restar a voz”.
Basílio, descendente de nobres, brilhante e famoso, mudou esse cenário com a instituição da Basiliade para as doenças consideradas repugnantes. Não olhava para os doentes apenas com palavras, abraçava-os como irmãos. O seu gesto era uma exortação silenciosa e eloquente.
2. Na Idade Média, perante uma Igreja escandalosamente rica, as Ordens Mendicantes, sobretudo a de S. Francisco e a de S. Domingos, procuraram mostrar que não basta socorrer os pobres e os doentes. Recorrendo à imagem da comunidade apostólica (Act 4, 32-34), acolhem movimentos de protesto e formam comunidades de partilha total dos bens, seguindo, na pobreza, o Cristo pobre.
De facto, até à revolução industrial, preparada desde a Idade Média e desenvolvida no século XVIII, o quotidiano da economia era marcado pela penúria. Só os senhores feudais, os príncipes, os grandes proprietários lhe podiam escapar. Os modos e os níveis de vida dos séculos XIX e XX transformam-se, mas não chegaram à euforia. Nem todos participavam no grande banquete e a abundância era atingida por crises periódicas, de mais breve ou mais longa duração.
O pior da crise actual não são as desgraças que já provocou. Pior é a cegueira de quem não quer ver a falência do capitalismo financeiro e desregulado, de raiz anglo-saxónica, com sede em Wall Street e na City de Londres e ramificações nas principais praças financeiras do mundo. Importa fazer objecção de consciência à economia de jogos financeiros e promover uma economia orientada para a construção do bem comum.
3. Nada disse, ainda, que justifique o título desta crónica. Não sou o seu autor. Vem na Primeira Carta a Timóteo, um escrito dos finais do primeiro século da era cristã, ou dos começos do segundo, de influência paulina. Aí, diz-se, literalmente, o seguinte: “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6, 10). Com retórica ou sem ela, é a tomada de posição de um líder da comunidade cristã, baseada num célebre aforismo de Jesus: não se pode servir a Deus e ao Dinheiro (Lc 16, 13). Comentário do narrador: os fariseus, amigos do dinheiro, riam-se dele.
A referida Carta está cheia de exortações a novos e velhos de todas as condições. Avisa os ricos que só podem encontrar o tesouro incorruptível da verdadeira vida, se substituírem a idolatria da riqueza pelo gosto da partilha.
Se o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, onde encontrar a raiz de todos os bens? Na simbólica da Santíssima Trindade reina a “economia do dom”. Não andaremos, nós cristãos, esquecidos de que fomos criados à sua imagem? 

Jesus, ao contrário de Buda, não é pela extinção do desejo, até o excita. Prega o reino do infinito amor. Exige, no entanto, a regeneração das raízes dos nossos apetites desencontrados, implicando a conversão e a hierarquização dos nossos desejos.
O Nazareno levou muito tempo a encontrar o seu próprio caminho e, quando pensava que já o tinha encontrado – foi iniciado e baptizado por João Baptista – sentiu-se surpreendido, ao entrar em oração, por uma Voz que o fez estremecer: “Tu és o meu Filho muito amado”. A partir daí, o rumo da sua existência mudou radicalmente. Não interpretou tal revelação como um privilégio, mas como uma missão que o levou a arriscar tudo: mostrar, por palavras e gestos, que o seu Deus nada tinha a ver com uma religião e uma prática social que colocava uns à mesa e outros à porta. Foi por isso que escolheu todas as más companhias, contrariando as normas religiosas e morais mais prestigiadas e aprovadas.
3. Não era o que os grupos dominantes esperavam. Queriam alguém que fosse um líder, um messias que, em nome de Deus, resolvesse, miraculosamente, as questões económicas, políticas e religiosas com que se debatia um povo dominado. Jesus não foi insensível a essa esperança. Há, porém, uma narrativa, na qual, Jesus interpreta essas tentações como diabólicas, isto é, que o separavam do sonho que o habitava: subverter tudo aquilo que gerava a exclusão das mulheres, dos classificados como pecadores, dos doentes, dos pobres, dos estrangeiros, dos que estavam sempre a mais (Lc 4). Era o sonho infindável de reunir todos os filhos de Deus dispersos, como dirá S. João (Jo 11, 52)
Se Jesus venceu essas tentações que o acompanharam até à morte, elas eram o próprio desejo dos discípulos em luta pelo poder. Conta-se, no Evangelho de S. Marcos, que era, precisamente, essa a questão que os movia e impedia de entender o caminho do Mestre que, afinal, seguiam por equívoco. A questão azedou-se tanto que, um dia, dois foram ter com Jesus e disseram claramente ao que andavam: quando tomares conta do poder, queremos ser os primeiros da lista. Acontece que os outros dez ficaram indignados com esta jogada de antecipação. Jesus foi obrigado a uma reunião de emergência e declarou-lhes que escusavam de insistir em o desviar do seu rumo. Eram eles que tinham de mudar: aquele que quiser ser o primeiro, seja o último e ponha-se ao serviço de todos porque ele, Jesus, também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos (Mc 4 – 10).
Calaram-se, mas não acreditaram no que ele dizia: se Deus estava com ele, tinha de ir à luta e Deus não o deixaria mal.
Esta semana é, realmente, santa pela fidelidade de Jesus. É criminosa por quem o assassinou, mediante uma farsa judicial. É, sobretudo, a semana da triste figura dos apóstolos, dos Doze, nosso retrato, quando criticamos o comportamento dos políticos e reproduzimos, no interior da Igreja, os esquemas e as atitudes que Jesus reprovou.
Para crentes ou não, as narrativas do Novo Testamento, que contam o que se passou, no Jardim das Oliveiras, na prisão e no desfecho do processo de Jesus, são a maior parábola da humanidade a que pertencemos.
Jesus era e é o ser humano com temperatura de Deus e um sonho que nem a cruz conseguiu quebrar.

IHU On-Line – Levando em conta o atual contexto de mundo e de Igreja, quais são os desafios e as perspectivas para o discurso cristão nessa pluralidade?
Paul Valadier – Nossa época vive tensões e dificuldades específicas. Tais tensões e dificuldades não me parecem provir principalmente das ciências, contrariamente a outros momentos de grandes desenvolvimentos dessas ciências, muitas vezes contra a fé estabelecida (séculos XVIII e XIX, por exemplo). Por certo, a biologia, a genética ou as nanociências não deixam de levantar questões vastas e difíceis: não somente para a fé, mas também para qualquer homem ou mulher que se preocupe – ou ao menos se interrogue – com as transformações que tais ciências e tecnologias lhe preparam, afetando até mesmo sua mais profunda identidade. No entanto, trata-se menos de contestar essas disciplinas enquanto tais do que se questionar sobre o alcance humano – portanto, ético e moral – de suas empreitadas: Aonde levam? Que tipo de humanidade elas nos preparam? Será que não correm o risco de provocar uma manipulação do ser humano absolutamente temível para o futuro do homem neste planeta?
Tais questões dizem respeito a todo mundo, não somente aos crentes. Elas requerem uma grande vigilância ética, e, a meu ver, nesse ponto, a tradição católica não está mal situada para ajudar nossas consciências a não se deixarem levar pelo cientificismo e a não aceitarem todo e qualquer pretenso “progresso” como um avanço certo da humanidade. Interrogar-se em vez de aplaudir ingenuamente é, afinal, uma atitude ética de grande alcance, desde que isso seja feito com conhecimento de causa, e não formulando ditames cegos em relação às realidades envolvidas.

IHU On-Line – Tendo em conta a contemporaneidade, em que se sobressai uma cultura do plural, da fragmentação, do relativismo, do niilismo? Numa sociedade que se pauta em princípios como os da autonomia, da democracia, da pluralidade, qual o lugar e a tarefa da fé cristã?

Paul Valadier – São antes os costumes e suas evoluções que me parecem causar mais problemas à Igreja Católica e, aliás, aos crentes em geral. Uma sociedade pluralista traz em si os riscos de fragmentação, de dispersão; ela induz quase fatalmente ao relativismo, em que cada um é remetido a si mesmo, isto é, conta com sua solidão, para decidir sobre suas escolhas de vida. Essa “centragem” em si mesmo decorre também da suspeita que têm nossas sociedades em relação às instituições religiosas, consideradas sem crédito ou objeto de desconfiança. Pensando estarem emancipando-se dessas autoridades, muitos de nossos contemporâneos acabam, na verdade, sem bússola ou então seguem aquela do partidarismo, do gregarismo, do conformismo em relação às modas, às correntes de pensamento, às injunções de diversos grupos de pressão. Simplesmente, são também manipulados pela publicidade e pelo apetite de consumo (que, aliás, os arruínam, incentivando-os a se endividarem indiscriminadamente, como vimos na recente crise financeira mundial). O individualismo largamente compartilhado nas sociedades ditas desenvolvidas leva a pôr os interesses próprios em primeiro plano, de modo que as perspectivas do bem público ou dos interesses coletivos enfraquecem, ou até mesmo perdem qualquer pertinência.
Ora, tal atitude é diretamente oposta às perspectivas evangélicas que solicitam que o indivíduo “se perca” para “se encontrar”, para não dizer que entram em contradição com as perspectivas mais tradicionais da regra de ouro (não fazer a outrem aquilo que tu não gostarias que te fizessem, ou na versão positiva do Evangelho).

Tentações niilistas

Assim, a Igreja não deve renunciar a propor sua mensagem altruísta; ela deve supor que, com o passar do tempo, o individualismo se torna sufocante, os seres humanos não conseguem mais bem viver fechados em si mesmos. Ela deve, pois, proclamar essa mensagem tanto no nível da sexualidade e das relações entre homens e mulheres (nenhum amor é possível sem sacrifício de si mesmo e sem abertura ao Outro) como no nível da solidariedade internacional (nenhuma nação pode “salvar-se” sozinha, esquecendo as solidariedades mundiais) e do respeito ao nosso meio ambiente e à natureza em geral.
Por certo, a Igreja precisa fazê-lo com credibilidade. Não amenizando as exigências de uma vida verdadeira e feliz, mas adotando um discurso de encorajamento, de esperança, de élan vital, como faz Jesus com notável constância. Não condenando ou designando o mal para melhor confundi-lo, mas convidando o indivíduo a erguer-se, a tomar as rédeas, a ir em frente, a enfrentar os fracassos e a morte, partindo do pressuposto de que o grão que morre (aparentemente) dá fruto em longo prazo. Se obviamente não é fácil vencer as tentações niilistas, pelo menos não devemos encorajá-las, arrasando nossos contemporâneos com palavras pessimistas, condenações inflexíveis, tampouco referindo-nos insensatamente às nossas sociedades como “culturas de morte”. Se esse diagnóstico catastrófico fosse verdadeiro, o niilismo, que, na realidade, inspira secretamente a expressão “cultura de morte”, teria triunfado. E a esperança evangélica da mecha ainda acesa estaria extinta.

Utopias mortíferas

Inversamente a essas tendências mórbidas, a fé cristã pode desempenhar um papel essencial numa cultura pluralista, se ela não tiver a pretensão de propor uma Verdade sobrepujante, e sim uma mensagem de automobilização positiva, fecunda, chamando cada indivíduo a ser criador e afirmador (numa linha, paradoxalmente, bastante próxima deNietzsche, que bem diagnosticou os riscos de arrasamento das sociedades pluralistas e complexas). Se o ser humano é à imagem e à semelhança de um Deus criador, como não ser criador ele mesmo, se mobilizar suas aptidões e obrigar-se a colaborar com o maior número com vistas a um mundo mais justo e pacífico? Sem crer que o futuro reserva dias melhores, tampouco crer naquelas utopias mortíferas que muito marcaram o século XX, mas empenhando-se aqui e agora a fazer com que a violência recue, mesmo sabendo que ela sempre ressurgirá sob novas formas!

IHU On-Line – Como percebe o Mistério da Igreja hoje, a partir de uma leitura de Inácio de Loyola? Que contribuições ele tem a dar ao mundo de hoje?

Paul Valadier – É justamente por isso que a espiritualidade inaciana encontra sua plena atualidade. Contra o humor moroso de um jansenismo latente e do rigorismo moral – estes tão funestos para a difusão da fé cristã, mas sempre presentes em diversas posições teológicas ou filosóficas, inclusive no ensinamento moral do Magistério romano – essa espiritualidade convida o homem a abrir-se para o desejo de Deus, para si e para o mundo, mobilizando sua afetividade, suas capacidades intelectuais e sua vontade para descobrir o que deve ser feito aqui e agora. Ela defronta cada indivíduo com sua vocação própria e única, mergulhando-o, portanto, na atualidade histórica em que a graça de Deus o chama a ser, em vez de cair no vazio (naquele do pecado), a viver, ou de perecer, conforme a antiga sabedoria bíblica. Aquele que experimentou os Exercícios Espirituais de Santo Inácio descobriu a força e a pertinência de uma espiritualidade que não arrasa nem condena, mas convida a dizer sim à graça de Deus, que chama cada indivíduo, concretamente, a responder da sua maneira singular e única (carisma de cada cristão no Corpo de Cristo, segundo a grande visão de São Paulo).
É, sem dúvida, desse modo que se pode melhor vislumbrar o Mistério da Igreja. Não se trata, aqui, de opor uma Igreja histórica e humana, portanto, pecadora, a uma Igreja santa, invisível e oculta, misteriosa. O ser humano que é chamado à sua divinização, para falarmos como os Padres Gregos, é o homem em suas tentativas e erros, ou mesmo em suas fraquezas, que é solicitado pela graça divina e que responde a ela quando obedece ao seu desejo de viver e de viver bem (de maneira santa), desejo este que está profundamente arraigado nele, pois vem de Deus mesmo. O Mistério da Igreja está justamente no fato de que os pobres homens que somos nós sejam chamados desde já a “serem santos como Deus é santo”. A Igreja é a reunião misteriosa de todos aqueles e de todas aquelas que se deixam animar pelo Espírito de Cristo, que os busca lá onde eles estão, logo, em sua humanidade pecadora, hesitante, medrosa, fechada em si mesma, mas chamada à santidade!

Estruturas eclesiásticas esclerosadas

Todavia, deveria ser óbvio que, mesmo sem ter de conformar-se com o mundo atual, a Igreja não pode anunciar a mensagem da qual é portadora se ela mesma não se deixar marcar pelo Evangelho. Como na época de Inácio, mas de formas diferentes, a Igreja precisa reformar-se, converter-se, abrir-se para o Espírito. Isso é, na verdade, uma banalidade. Mas suas consequências são significativas. Inácio inventou meios para uma transformação da Igreja, fazendo um apelo à missão apostólica de um papado considerado irreformável por outros (Lutero). Nossa situação não é mais a mesma, mas, como Inácio, convém certamente chamar a Igreja a cumprir a sua própria missão. Esta foi muito significativamente esclarecida e atualizada pelo Concílio Vaticano II.
Como anda a abertura às grandes decisões desse Concílio? Os questionamentos sobre mentalidades e estruturas eclesiásticas esclerosadas continua? Não se está presenciando antes uma preocupante restauração, incentivada pelas mais altas autoridades da Igreja? Restauração imposta que, como vemos nos Estados Unidos, ameaça religiosas devotadas que dedicaram uma vida inteira aos outros e são amplamente reconhecidas pela opinião pública. Restauração sorrateira, quando a hierarquia romana incentiva as forças mais tradicionais e fechadas entre os fiéis ou no seio da sociedade.
Ora, a Igreja Católica só terá credibilidade se admitir em seu seio um justo pluralismo, segundo sua longa tradição, que sempre aceitou a vasta pluralidade das liturgias (não só no Oriente, mas também no Ocidente antes do Concílio), assim como admitiu espiritualidades diversas e ordens religiosas de estilos de vida tão diferentes! Aceitar tal pluralismo pressuporia, da parte da hierarquia, uma escuta deliberada do povo de Deus, movido pelo Espírito, abandonando a arrogância, muito romana, daqueles que creem estar acima, quando, em princípio, são servidores. Uma revolução copernicana como essa é improvável de imediato. No entanto, é uma condição de sobrevivência do catolicismo num mundo pluralista que suporta cada vez menos o autoritarismo de uma minoria apartada das raízes vivas da vida cristã e, por esta razão, cada vez menos “reconhecida” pelos fiéis, sem falar das outras. Para tanto, precisamos de outro Inácio, se quisermos evitar o surgimento de outro Lutero.
Por Márcia Junges e Luís Carlos Dalla Rosa

1. Não se lêem os textos do Evangelho como tratados de qualquer ciência ou técnica. Como textos simbólicos que são, foram escritos para dizer outra coisa. Quando, hoje na Missa, S. Mateus põe na boca de Jesus as vantagens de construir sobre a rocha e os inconvenientes de edificar sobre a areia, ninguém espera, dali, um manual de construção civil. Mas que poderá e deverá esperar? Qual é a construção sobre a rocha a que Jesus se refere?
De uma forma imediata e usando a resposta mais convencional e disponível, poderíamos dizer que é a construção da nossa vida sobre a Palavra de Deus, supostamente contida na Bíblia. Aliás, a primeira leitura pertence a um sermão de Moisés, o grande profeta: “As palavras que vos digo gravai-as no vosso coração e na vossa alma, atai-as à mão como um sinal e sejam como um frontal entre os vossos olhos… Procurai pôr em prática os preceitos e normas que, hoje, vos proponho” (Dt 11, 18.26-28.32). São palavras que se tornam corpo na vida e fazem caminhar na justiça.
Para além do que a biologia ou as neurociências investigam acerca da condição humana – e sobre isso não se deve pedir nada à Bíblia ou à teologia – a metáfora “Palavra de Deus” significa que nós somos, de forma misteriosa, a preocupação de Deus e que o ser humano, animal de palavras, pode escutar aquelas que o interrogam sobre o sentido radical da vida: de onde vimos, para onde vamos e que andamos aqui a fazer. Sob o ponto de vista bíblico, o ser humano só desenvolve a sua humanidade na relação com a transcendência, na re-ligação com Deus, com os outros e, de forma harmoniosa, com a natureza, numa religião cosmoteândrica, na linha de Raimon Panikkar (1).

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